quinta-feira, 30 de abril de 2009

Lei é lei!

Chegou hoje aos escaparates da CNN uma notícia acerca da negação do pedido de divórcio interposto pela mãe de uma menina de 8 anos. Dito assim, não parece nada de especial, certo? Até porque o divórcio é cada vez mais frequente na sociedade actual e está longe de constituir a escandaleira que era há umas décadas atrás…Porém, se à palavra divórcio juntarmos as expressões “marido de 58 anos” e “Arábia Saudita”, já será motivo para começar a franzir alguns sobrolhos…Até porque, recordo, foi motivo de notícia na idónea CNN…O que se passa, afinal? Bom, o que sucede é que, a pretexto de saldar umas dívidas, o “pai” desta jovem de 8 anos ofereceu-a em casamento ao madurão de 58 e a mãe (sim, o divórcio não é da mãe mas sim da filha...), depois de se divorciar do endividado saudita, accionou os mecanismos legais necessários para anular a boda…
Pessoalmente, acho mal…Primeiro, acho mal que a juventude de hoje em dia case tão cedo. E não me venham com as contumazes tretas da culturalidade e do respeito que se deve às diferenças entre os povos…Aos 8 anos, é muito cedo. Não há dentição definitiva, não há hormonas, não há nada…Deixavam a miúda acabar, vá lá, a 4ª classe e depois logo tratavam de se casar. Assim, não aprovo, não posso aprovar…
No entanto, tenho consciência que a minha influência na Arábia Saudita é diminuta, a tender para, vá lá, zero…Antes de escrever isto passei 2 minutos e 8 segundos aos saltos na minha sala na esperança de provocar qualquer coisa parecida com o butterfly effect mas, até agora, a CNN continua entretida a falar de coisas desinteressantes como o endividamento irrecuperável da Chrysler e do cão do Obama…Vou estar atento ao Telejornal, pelo sim pelo não…Isto tudo para dizer que, quem manda na Arábia Saudita não alinha na minha vontade de ser paciente e deixar as miúdas serem, ao menos, menstruadas…como se pode depreender das palavras do Fiscal de Uniões Mathoon Ahmad al Muabi que, a propósito deste assunto questiona: "não é melhor casar a sua filha com um homem que a proteja, sustente e, quando chegar à idade certa, faça sexo com ela? Quem disse que os homens são todos uns lobos ferozes?”

Não é bonito quando os crescidos continuam tão docemente ingénuos?


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Simplicidade e Loucura

Ontem estava a jantar com a minha digníssima e anti-benfiquista avó e, à falta de SporTv, tragávamos uma apetitosa sopa de cebola ao mesmo tempo que ouvíamos o relato do Sporting-Benfica na velhinha telefonia dos Olivais (sim...a minha avó também ouve relatos de bola...).Às tantas, o histérico locutor dá conta do descontentamento de um jogador do Sporting que, após ser substituído, punia o banco de suplentes com vigorosos murros e pontapés...Comenta a anciã:

- Parece qu'é parvo...podia 'tar a jogar bem mas o que entrou também 'tava a querer jogar...

E é quando o mundo parece mais louco que sabe melhor o desassombro de encarar um pomposo derby lisboeta como um jogo entre os gordos da Tasca Tonita e os obesos do Mini-Mercado Marona...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Eu cá love you-te bué, mon amour...

Que fique bem claro que gosto muito da língua portuguesa. Sinto muito orgulho em ser português e no facto de ser o português o meu idioma. Gosto que seja das línguas mais faladas do mundo e, ao mesmo tempo, que seja tão difícil de apreender por quem não a fala devido à sua riqueza e à multiplicidade de excepções que quase são regra. Gosto da vastidão lexical e das inúmeras palavras que, sendo sinónimos ou simples variações conforme a região, significam a mesmíssima coisa. Gosto de as descobrir e de as usar…A língua portuguesa é uma questão de química…palavras como combustível, entoações como comburente…uma questão de paixão…adjectivos gemidos que se enlaçam em verbos ofegantes…A língua portuguesa é, enfim, um caso de amor que se entranha sem que se estranhe.

Porém, até mesmo no maior amor se encontram defeitos e limitações. E, por mais bela que seja a língua portuguesa, vejo-me obrigado a admitir que há temas em que deixa um bocado a desejar…como no que diz respeito ao amor. Em época de Dia dos Namorados, urge admitir (com mais ou menos dor de alma…) que a língua portuguesa NÃO DEVE ser usada por quem queira engatar alguém…Senão vejamos: qual é palavra/expressão, qual é ela, que melhor representa o amor que se sente por outra pessoa? “Amo-te”, certo? Soa bem? Humm…vamos experimentar noutros idiomas…”I Love You” parece um sopro pela forma como se termina a expressão…”Je t’aime” derrama classe e charme por todos os poros…”Ich Liebe Dich” é fofinho, e fofinho é coisa que cai bem nestas história de amor…já a dizer “Amo-te”, ainda que seja com a voz mais doce do mundo, assemelha-se ao arremesso de uma bola medicinal para cima de quem a ouve…murmurar “Amo-te” exige o pré-requisito de enfiar um papo-seco na boca antes de o dizer e, desde que nascemos, que nos ensinam a não falar de boca cheia…muito menos quando se quer impressionar alguém ou, quanto muito, não suscitar…vá lá…nojo. Se calhar o melhor mesmo é não dizer nada…especialmente a palavra “Amo-te”…
Mas esperem, esperem…vamos lá dar outra oportunidade à língua portuguesa. O momento é de paixão ardente, de beijos lânguidos e peças de roupa que voam rumo a todos os pontos cardeais…Um espanhol vira-se para uma espanhola e cicia “Te quiero…te deseo…” e, perante isto, não há como não prosseguir com doçura e harmonia alinhando vontades como que encadeia as palavras de um poema…No quarto ao lado um português vira-se para uma portuguesa e sussurra “Quero-te…desejo-te…” o que soa logo a javardice…e, perante isto, não há como não prosseguir com o português a arrotar com estrépito e a portuguesa a fazer o buço com uma pinça…

E não é isso que se quer…





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

(a fazer boquinhas) Be My Valentina (a fazer boquinhas...)

E pronto, lá se passou mais um 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim…Para o bem e para o mal, lá vai ele mas fica a promessa de, para o ano que vem, haver mais…
Mas, quem foi este tal Valentim e por que raio se decidiram associá-lo aos dia dos “melos”, errr..quer dizer, Dia dos Namorados…Bom, após aturadíssima investigação, parece que esse tal Valentim foi um padre que celebrava casamentos contrariando as ordens do Imperador Cláudio II, o manda-chuva da altura…O Cláudio queria conquistar este mundo e o outro (não devia ter mais nada com que se preocupar…) e, para tal, dizia precisar de um grande exército.
E o que tem isto a haver com o Valentim?? Tem…porque o Cláudio achava que impedindo os jovens de casar, os varões estariam mais predispostos a alistar-se na tropa…e porque o Valentim, lá está, às escondidas continuava a casar os pombinhos. Ah! E além de ser columbófilo, o Valentim também casava pessoas. Ora, o Cláudio era um tipo mimado e, quando descobriu que o contrariavam, fez beiçinho. E, num ataque de birrice, mandou despachar o Valentim. Posto isso, e porque não há santo que seja santo sem estar morto, a Igreja resolveu elevá-lo a santo e, só muito tempo depois, associou-se o Dia de São Valentim (dia 14 de Fevereiro) ao Dia dos Namorados…
Muito bonito, hein!? Pois, é giro…mas esta elevação do Valentim a santo cheira-me a esturro…até pelo que se fala hoje em dia acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo, coisa a que a Igreja não acha grande piada. Se actualmente é assim, há muitos anos atrás, um casamento entre dois homens ou duas mulheres devia ser tão concebível como pôr a Terra a girar à volta do Sol…E isto de evitar casamentos e mandar homens jovens e atléticos empilharem-se em tendas frias, seria de desconfiar…O Valentim apercebeu-se disso e tratou de amenizar a tragédia até o Cláudio (Ramos!?!) dar com a marosca e mandá-lo p’rá cadeia (lá está…) antes de o enforcar e do póstumo reconhecimento pela Igreja com a promoção de padre a santo…E olhem que isto de ser santo parece ser uma grande coisa. Ser santo é qualquer coisa como ser general da igreja, sendo Deus uma espécie de presidente e o Papa um capitão, ou assim...Ou seja, um santo já racha lenha e só responde perante Deus, o tal presidente...P'ra que vejam o alívio que se instalou nas hostes clericais...
Por outro ponto de vista, ainda mal e ainda bem que este dia já passou. Ainda mal porque já
acabou o intervalinho sob a forma de almofada “I Love You” de que muita gente usufrui neste dia, entre uma lambada nas ventas e duas ou três vergastadas de cinto. Ainda bem, porque voltamos a ter montras normais e vou conseguir parar de traduzir compulsivamente a frase “Be My Valentine” para português de cada vez que a vejo…Tu que andas por aí algures, se fazes favor, nunca digas que queres “ser a minha Valentina”…Yikes!! E é se queres, hein!?!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ahhh!! Que a agressividade fica-me tão bem...

Hoje sinto-me frustrado…muito frustrado. E se, num dia normal, estou longe de me considerar um tipo com piada, hoje (que estou frustrado…) sinto-me ainda menos capaz de alinhar meia dúzia de ideias engraçadas e de gizar umas piadolas com a mestria que o Pedro Abrunhosa põe nas suas letras (já a parte de cantar é outra história bem diferente…).

E de onde vem esta frustração…bem, é uma história demasiado longa e enfadonha para ser contada, quanto mais escrita…Por isso, posso resumir-me a outro handicap meu, que só recentemente descobri…Desde há 3 meses que moro sozinho e, como que por uns passes de mágica, descobri que a cama não se faz automaticamente, que a roupa não tem perninhas e mãozinhas para se enfiar na máquina de lavar e, muito menos, para se estender, passar-se a ferro e dobrar direitinha nas gavetas…Cheguei também à conclusão que há um longo caminho a percorrer até que a comida apareça a fumegar num prato à minha frente…Ah! E também lavo a loiça! Porém, no meio de tanta novidade, há uma coisa em que me considero um às a não dominar…já me falaram em cursos de culinária que, por sua vez, se desdobram em múltiplas possibilidades (desde cursos específicos de “bifes”, até “cozinha gourmet” e um muito jactante “receitas para impressionar”…). Desde já agradeço, mas fome é coisa que não passo…Por outro lado, era capaz de ponderar alinhar num curso que lançasse luz sobre novas formas de empilhar a fucking loiça no fucking alguidar depois de a fucking lavar…Já perdi a conta ao vernáculo que vociferei à medida que a merda dos tupperwares resvalam por entre a frigideira e a panela e as outras vezes é que é o caralho daquela panela de inox que se estatela com irritante estrépito no soalho, depois de se esgueirar, qual enguia, entre a caneca do leite e a malga da sopa…
Puta que os pariu!!

P. S. – Há sentimentos que só palavras como estas, arrancadas do fundo da alma, conseguem exprimir…

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Olá, dois mil e nove!!!!

Há ausências que se prolongam por muito tempo…e esta foi uma delas…Recorrendo ao chavão mais gasto que as ideias de um Carlos Carvalhas qualquer, poderia dizer “hey, já não dava notícias desde o ano passado!”...sem chavões de qualquer espécie, apenas digo que só escrevo aqui quando me apetece e não necessariamente quando o mundo expele notícias que valham a pena ser sublinhadas, evidenciadas e, quiçá, chacotadas…
Não garanto, tampouco, ao meu vasto público que este post signifique um regresso em força ao registo genial que pauta as minhas intervenções…Desconheço o futuro e, na esmagadora maioria das vezes, o passado também…Num registo-chavão, mais gasto que as solas dos ténis da Vanessa Fernandes, diria que “o futuro a Deus pertence”…sem chavões, e até porque o catolicismo não é o meu forte (apesar de poderem reparar que escrevi a palavra “Deus” com “D”…) diria que “logo se vê”, e amanhã pode ser que tenha vontade, ou não, de passar mais uns momentos a discorrer outro monte de distintas ideias…
Assim sendo, resumindo e concluindo, direi, num registo-chavão mais gasto que o joelho do Mantorras, “só sei que nada sei”…sem chavões (até porque, hoje em dia, ninguém no seu juízo perfeito se lembra de citar Sócrates, o Zé ou o outro mais velhinho…), direi “sei lá, pah!!!!”…





quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Schhh...


Num jogo que terminou há apenas um par de horas, o Sporting marcou 4 golos e, mesmo assim, conseguiu perder por 2-5 contra o FC Barcelona…Sim, podem confiar que é mesmo assim…não sou assim tão ruim em Matemática…


E pronto…era só isto que tinha para dizer hoje, para manter o estilo “informativósóbrio” deste sisudo blog

Mas este texto foi escrito em surdina...assim, muito discretamente…Nada de grandes alaridos ou gargalhadas alarves que possam acicatar os ânimos da malta sportinguista…É que o clube mais sensacionástico e fantacional do Mundo ainda tem um joguinho p’ra jogar com um tal de Arsenal…e, da última vez, a coisa correu mal 4 vezes a zero…







segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pequeno Conto Dominical...

Campo de Ourique…11h da manhã (bem sei que, escrever 11h já pressupõe que sejam da manhã…mas pareceu-me bem o pleonasmo…)…a ver televisão…a RTP2…um dos que aquela coisa em forma de espinha a que se convencionou chamar antena melhor sintoniza…

Fala Rui Nabeiro, o patrão da marca de cafés Delta, acerca do poder socializante e agregador do acto de tomar café…

Dois amigos, financeiramente abastados (podemos chamar-lhes Monty e Python…), partilham um café expresso (Delta, presumivelmente…) numa esplanada em Londres. No final do momento de partilha gera-se uma discussão sobre quem paga os cafés, desejando ambos abrir os cordões à bolsa…Python cede e permite que Monty dispenda a quantia correspondente a dois cafés…

Mas o rendez-vouz entre estes dois compinchas não fica por aqui…Descem a Tooley Street e entram num stand automóvel…Cada um pretende levar um Rolls-Royce…Na altura de pagar, Python impõe-se e não deixa que Monty pague o seu Rolls-Royce…”Há pouco pagastes os cafés…agora é a minha vez”, é o seu implacável argumento…

Os amigos são assim, parece-me…Portanto, lanço já um repto a todos os meus amigos e amigas…Paguem-me o café…e nem me importo que fiquem à espera que vos pague um Rolls-Royce à laia de compensação…

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

P'ra Acordar Bem Acordadinho...









À noite, no regresso a casa, cruzei-me com a Elsa Raposo na Rua Augusta…Nem de propósito, porque hoje acordei tarde. E o que tem uma coisa a haver com a outra? Num primeiro relance, nada…Mas aconteceu ter ligado a TV que, por acaso, estava sintonizada na SIC…Num lampejo de boa fortuna, decorria uma rubrica do programa “Fátima” que reúne individualidades como Cláudio Ramos, Solange F., Daniel Nascimento e uma loira platinada cujo nome não me ocorre agora…Enquanto falavam sobre não-sei-bem-o-quê, resolvi ocupar as minhas mãos a esfregar os olhos (para acordar de vez…), a coçar as axilas (podia ser outra coisa…mas não calhou…) e a descolar a pele do meu escroto da zona interna das coxas (acção imprescindível para normalizar a locomoção…).

Eis senão quando, vindo do nada, quase posso jurar ter ouvido Cláudio Ramos referir que a Elsa Raposo está integrada num projecto onde vai ajudar mulheres com mais de 40 anos a orientar a sua vida sentimental (sua, delas…das mulheres com mais de 40 anos…).
Acho que já tinha ouvido falar disto…Se não me engano, as sessões de orientação da Elsa Raposo decorrem paredes-meias com as aulas de “Tolerância Étnica e Racial”, ministradas por um austro-alemão chamado Adolfo, ou qualquer coisa assim do género…

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Se Isto Abre Jornais Deve Estar Tudo Bem...

Abri eu esta manhã o site do Correio da Manhã e sou surpreendido com esta parangona…


SANITAS E BIDÉS PAGAM IMPOSTOS




É bom sinal…o país, pelos vistos, está calmo…não há pessoas a morrer nas estradas, não há políticos da oposição que condenam a democracia “para pôr tudo na ordem”, não há BPN’s tão mal geridos que necessitam ser nacionalizados, não há tumultos na Educação e na Saúde, não há gangues organizados que, cada vez mais espalham o terror pelos centros urbanos, não há crise na alta finança nem na economia real…

Tudo está bem quando se penhoram bidés e se obrigam as retretes a pôr os impostos em dia…

domingo, 9 de novembro de 2008

Humor Erudito...

Há poucos dias atrás, ao jantar com amigos e amigos de amigos, por geração espontânea deu-se a criação de uma sessão de adivinhas/anedotas...E chegou a minha vez de responder ao desafio...


Interlocutor - Quero que me digas 3 números consecutivos que sejam pares...



Eu - Hum...er...hum...2, 4 e 6 não se consideram consecutivos, pois não?



Interlocutor - 3 números consecutivos...2, 4 e 6 não são consecutivos...



Eu - Mas são pares...



Interlocutor - CONSECUTIVOS!!!!



Eu - ...

Interlocutor - É o 68, o 69 e o 70....Ahahahaha!! Ahahahaha! Ahahahaha!

Interlocutor e Convivas - Ahahahahah! Ahahahahaha! Ahahahahaha!

Interlocutor e Convivas (2 segundos depois...) - AHAHAHAHAH! AHAHAHAHAH! AHAHAHAHAH!

Interlocutor, Convivas e Eu (3 segundos depois...) - AHAHAHAHAH! AHAHAHAHAH! AHAHAHAHAH!


Eu (4 segundos depois...) - AHAHAHAHAH! AHAHAhahaha...ahah...ahah...ah...ah...ah...errr...Não percebi...

domingo, 2 de novembro de 2008

Numa Manhã de Feriado...

Hoje tive a oportunidade de desfrutar de uma relaxada manhã de um solarengo, mas frio, dia de Inverno. E, perguntarão as inúmeras pessoas que lêem este post, qual a forma que escolhi para ocupar o meu tempo de forma produtiva? Pois muito bem, e eu respondo que optei por gastar cerca de 2 horas a ler uma publicação periódica intitulada ANA. Para quem não sabe, a ANA é um conjunto de folhas tamanho A5 enceradas e agrafadas que, esta semana, informa os atentos leitores que um tal “Afonso enlouquece e mata o pai” e que, não sei se por consequência disso, há uma “Verónica que fica na miséria”…Não me parecem boas notícias para nenhum dos 3 intervenientes. O Afonso, para além de matar o pai (o que lhe deve dar umas valentes chatices com a justiça), fica doido (o que, por sua vez, tende a eliminar o anterior parêntesis…). O pai do Afonso não gostaria de ler a ANA, por razões que me parecem óbvias…Já à Verónica estão guardadas boas temporadas a jogar no €milhões, a arrumar carros por aí ou a conhecer as esquinas deste nosso Portugal…
Lá mais para dentro, pode ler-se outra parangona que nos elucida das más intenções de um infeliz, chamado “Manel do Tractor” que, segundo consta, tenta matar um ainda mais infeliz Rodrigo (recorrendo, quiçá, ao seu apelido paterno…).
Bom…ando para aqui a enrolar a manta porque estou a tentar evitar falar das páginas que mais prenderam a minha atenção…Mas não consigo. E lá vai…às tantas, após tantas revelações bombásticas, surge a separata “À Procura do Amor”, cheia de anúncios e mensagens de homens e mulheres que, supostamente, procuram o amor. Não quero aqui abrir uma discussão sobre o que é o amor porque, por ser tão subjectivo, é daqueles temas em que 1000 pessoas têm 1000 opiniões diferentes. Mas não sei onde quererá chegar alguém que resolve queimar caracteres a começar a sua missiva com um “Mulher! Se tens entre 30 e 45 anos, espero a tua mensagem”…Sempre me fascinaram os homens que, no dia-a-dia, apelidam a sua cara-metade de “mulher”…como que a relembrá-la, não vá dar-se o acaso de a sua mulher se esquecer que é mulher…Para além de ser uma boçalidade, chamar “mulher” a uma mulher é um desperdício porque é algo que está à vista de todos.


É como chamar “alto” ao Manute Bol (o mais escuro da foto ao lado...)







e “baixote” ao Marques Mendes…






É como chamar “gordo” ao Obelix...








e “escanzelado” ao Bruno Nogueira…







Ou chamar “feio que nem um bode” ao Great Khali...









e “bonitão” ao em-fumeiro...







Tudo isto é desnecessário…só não vê quem não quer…

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sabedoria Oriental...Mas Nem Tanto...

Desde que ouvi falar no gestaltismo, há cerca de 10 anos, que me sinto um acérrimo defensor desta corrente de pensamento. O atareporaofumeiro.blogspot.com, com o seu vasto historial de louvável serviço público (rói-te de inveja, RTP!!), passa a explicar (ou relembrar…) do que consta esta teoria. Em algum momento das vossas distintas vidas já terão utilizado a expressão “tomar o todo p’la parte”, ou qualquer coisa assim do género…Certo? Pois, concerteza que sim…E se o fizeram, recorreram à ideologia preconizada pelo gestaltismo. Em suma, o gestaltismo assenta num conjunto de pilares, um dos quais postula que não é possível conhecer o todo apenas pela soma das partes que o compõem…Não vou aqui abordar os outros porque tornava este serviço público ainda mais enfadonho do que já está a ser e porque é essa estória da “parte p’lo todo”, e tal, que me interessa…E porquê? Porque, por muito famosa e difundida que seja a Teoria de Gestalt, constato que ainda não chegou à China…Não chegou à China nem terá chegado ao Bazar Chinês da Rua Cândido de Oliveira, no Barreiro…


De facto, estava eu às compras com a minha mãe na Giorgio Armani (por acaso até era no Modelo, mas poderia muito bem ter sido nessa pizzaria…) e topamos com aquela sempre-sorridente chinesa (eles não conseguem parar de sorrir…está nos seus genes faciais…) que, mal eu sabia, consta do círculo de conhecimentos da minha mãe…


Sou apresentado à alegre lojista oriental e depois de lhe fazer uma ou duas vénias e de estampar o meu melhor sorriso Chop Suey, oiço-a comentar para a minha mãe…

- Lapaz bonito e glande

Salta à vista que a Tia Namen não me conhece…E se a minha boniteza é fácil de constatar e impossível de concord…cof, cof…quero dizer, negar…já qualquer consideração acerca da minha glande não está ao alcance desta e daquela pessoa…E, de forma nenhuma, “a parte” que é a minha glande pode ambicionar definir “o todo” que eu sou…
Até porque (ainda) não sou calvo…




quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O Que Fazem Para Me Difamar...

Tenho um problema…Ou melhor, tenho vários mas, neste momento sinto-me especialmente preocupado com um problema específico. Ok, confesso…eu ressono. Quero dizer, as pessoas dizem que ressono. Nunca me ouvi ressonar e ainda há uma pequena percentagem de mim que quer acreditar que quem diz que eu ressono tem, como único objectivo, difamar a minha pessoa…Se assim for, see you in court!! Mas, como continuam a dizer que ressono, começo a acreditar que isso realmente acontece…Profilacticamente, andei à procura de conhecer formas de atenuar este problema e encontrei um conjunto de conselhos, cortesia do dossier de saúde do Sapo. Ora vejamos:


- “Durma para o lado”…Humm, a sério!? Pois…é que já tentei essa estratégia e dizem que continuo a ressonar no mesmo registo decibélico. Obrigado, mas não serve…Next!




- “Evite o álcool e tranquilizantes”…Bom, não melhorou…Não bebo e não preciso de comprimidos para dormir. O meu problema é ressonar, remember!? Logo, dormir, não é problema…o problema é dormir até bem demais. Ah! Espera! Às vezes bebo chá antes de dormir…isso conta como tranquilizante?? E se beber um café duplo antes de (tentar) dormir? Não é álcool...e muito menos pode ser considerado tranquilizante…Mas, seja como for, este conselho também não serve. Que mais, Sapo?

- “Perca peso” porque “a obesidade é um factor importante”…parece que, não sendo anafado, muito menos obeso, padeço de um problema de gorduchos…Wrong again, batráquio…Próximo conselho, faz favor…


- “Trate as alergias”…Ah-ah!! Finalmente! Pois, alergias tenho algumas…ao trabalho, a pensar, a…ah, estas não contam, pois….Mas também tenho das outras, daquelas que congestionam o nariz e provocam o aparecimento da muito sexy estalactite nasal…E o que me recomenda o Sapo? Diz que devo tomar “um anti-histamínico”…Obrigado, Sapo…De facto, o ant-histamínico cortava-me o pingo…mas duvido que me cortasse o pio porque Ataraxes e afins também são famosos p’lo seu poder sonorífero…E quanto mais profundo for o meu sono, mais ressono…Acabava por dormir mais tempo e ressonar mais tempo. Mas, p’lo menos, as minhas narinas deixavam de se equiparar às Grutas da Serra de Minde…

- “Tente deixar de fumar”…fónix!! Será que toda a gente que ressona tem que ser obeso, beber bem, fazer medicação e fumar melhor!? Não, não fumo…








- “Mantenha a cabeça elevada”…o quê? Durmo sentado? O meu cóccix ia adorar…Não ressonava mas ulcerava onde menos interessa…






- “Mantenha horários certos”…ora aí está o cerne do meu problema! Não tenho horários certos para dormir e por isso é que ressono. Muito bem, agora já posso ficar descansado porque sei que, quando deixar de ter horários irregulares, vou deixar de ressonar…Por volta dos 65 anos, portanto…




Acho que, à laia de conclusão, ao procurar a solução para o meu probleminha de ressonar, descobri uma série de outros problemas…Principalmente porque, segundo o batráquio, “o ressonar é mais frequente nos homens entre os 30 e os 35 anos e agrava-se com a idade”…e eu não tenho 30 anos e só perspectivo resolver a questão aos 65…isto se o desespero não me levar à bebida, aos ansiolíticos e ao tabaco…